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Edição, Redação e Propriedade INDUGLOBAL, UNIPESSOAL, LDA. Avenida Defensores de Chaves, 15, 3.º F 1000-109 Lisboa (Portugal) Telefone +351 215 935 154 E-mail: geral@interempresas.net NIF PT503623768 Gerente Aleix Torné Detentora do capital da empresa Grupo Interempresas Media, S.L. (100%) Diretora Luísa Santos Equipa Editorial Luísa Santos, David Múñoz Marketing e Publicidade Frederico Mascarenhas, Nuno Canelas redacao_engeobras@interempresas.net www.engeobras.pt Preço de cada exemplar 11 € (IVA incl.) Assinatura anual 44 € (IVA incl.) Registo da Editora 219962 Registo na ERC 127810 Depósito Legal 498357/22 Distribuição total +13.900 envios. Distribuição digital a +13.200 profissionais. Tiragem +700 cópias em papel. Edição Número 16 – Maio de 2026 Estatuto Editorial disponível em https://www.engeobras.pt/ EstatutoEditorial.asp Impressão e acabamento Lidergraf Rua do Galhano, n.º 15 4480-089 Vila do Conde, Portugal www.lidergraf.eu Os trabalhos assinados são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. É proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos editoriais desta revista sem a prévia autorização do editor. A redação da Engeobras adotou as regras do Novo Acordo Ortográfico. SUMÁRIO 26 ATUALIDADE 6 EDITORIAL 7 Plano Geral de Drenagem de Lisboa: uma resposta estrutural para mitigar um risco sistémico 12 Perfuradoras rotativas Liebherr executam a fundação da ponte que ligará Porto a Vila Nova de Gaia 16 Entrevista a Luis Policarpo Furtado, diretor de Vendas da Instagrid para a Península Ibérica 20 Multitel na Smopyc 2026: "O balanço da nossa presença é absolutamente positivo, com um número de visitantes acima das expectativas" 40 Nuba Group na Smopyc 2026: “A impressão global foi positiva, especialmente em termos de afluência de visitantes” 42 Palfinger faz balanço muito positivo da sua presença na Smopyc 2026 44 Robustrack na Smopyc 2026: "Feiras como a Smopyc não servem apenas para mostrar produto, mas também para compreender para onde se dirige toda a indústria" 48 SPR Esperanças na Smopyc 2026: “A Smopyc confirmou que continua a ser um ponto de encontro fundamental para avaliar as reais tendências do mercado ibérico e reforçar a confiança junto dos clientes” 50 Tecymacan na Smopyc 2026: “Foram quatro dias muito intensos” 52 Tele Radio na Smopyc 2026: "A Smopyc confirmou que continua a ser um ponto de encontro chave para o setor" 54 TVH na Smopyc 2026: "O balanço é extraordinariamente positivo" 56 Bobcat apresenta novos perfuradores e abre-valas de última geração 58 Jofemesa consolida expansão ibérica com nova unidade no Porto 61 Kobelco redefine os limites do movimento de terras na Samoter 2026 64 Conexpo 2026 transforma Las Vegas na grande montra mundial da maquinaria 66 Feiras APEX e IRE contam com mais de 180 expositores 70 Quando o tempo não espera: soluções de engenharia temporária para o tratamento de água e gestão hidráulica 72 Vigésima edição da Smopyc marcada pelo elevado volume de negócios 26 Galeria fotográfica com os vencedores do Prémio de Design e Decoração de Stands da Smopyc 2026 28 Arden Equipment na Smopyc 2026: "Balanço excelente: muitas visitas, vendas e atendimento contínuo a clientes" 30 BKT apresenta pneus para construção e mineração na Smopyc 2026 32 Blumaq na Smopyc 2026: “Constatámos um aumento muito considerável de visitas” 34 Husqvarna na Smopyc 2026: "Esta edição confirmou o papel da feira como espaço de negócios e de intercâmbio técnico" 36
6 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.ENGEOBRAS.PT • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER Tektónica 2026 comprova dinâmica de transformação do setor em Portugal A edição de 2026 da Tektónica – Feira Internacional da Construção encerrou portas com um crescimento expressivo em todos os indicadores, consolidando-se como evento de referência para o setor da construção na Península Ibérica. A feira reuniu 400 expositores (mais 22%, face a 2025) de 15 países, com destaque para a presença de 23 empresas espanholas. Esta 28ª edição bateu recordes de participação, ultrapassando os 39.000 visitantes (mais 30% que no ano passado). Moviter reforça portefólio com representação da BELL em Portugal A Moviter Equipamentos, S.A., empresa portuguesa de referência na distribuição de equipamentos para a construção, mineração e indústria, é a partir de agora a representante oficial e exclusiva para a distribuição dos dumpers articulados da prestigiada marca BELL em Portugal. Esta nova parceria estratégica consolida a posição da Moviter no mercado nacional, alargando a sua oferta com equipamentos de ponta e soluções inovadoras. De acordo com a organização, o evento realizado na FIL – Feira Internacional de Lisboa, entre 23 e 25 de abril, registou “um balanço claramente positivo, marcado por um crescimento em todos os indicadores”: um aumento significativo no número de empresas participantes, (cerca de 400), o que reflete um crescimento global de 22% face à edição anterior; o reforço expressivo da dimensão internacional, com a presença de empresas de 15 países, o que traduz a crescente atratividade da Tektónica entre os mercados externos - com destaque para Espanha, com 23 empresas participantes, confirmando o reforço da ligação ibérica no setor; e uma participação recorde de profissionais e público em geral. Esta representação vem reforçar e complementar a gama de produtos da Moviter, que integra agora mais uma marca globalmente reconhecida pela sua qualidade e tecnologia avançada. A Moviter, fiel ao seu compromisso com a oferta das melhores soluções, alinha a BELL com as restantes marcas líderes que representa.
7 EDITORIAL A Smopyc 2026 voltou a confirmar aquilo que o setor já vinha a demonstrar nos últimos anos: a maquinaria para construção, obras públicas e mineração atravessa um momento de forte dinamismo na Península Ibérica. O certame realizado em Saragoça destacou-se não apenas pela elevada participação de expositores e visitantes, mas sobretudo pela qualidade tecnológica das soluções apresentadas e pela capacidade de reunir toda a cadeia de valor num único espaço. Fabricantes, distribuidores, empresas de aluguer, construtoras, operadores mineiros e especialistas do setor encontraram na Smopyc um ponto de encontro estratégico para analisar os grandes temas que estão a transformar a indústria: digitalização, descarbonização, eficiência energética, automação e conectividade dos equipamentos. Neste contexto, Portugal assume hoje um papel particularmente relevante. A forte presença de profissionais portugueses na feira reflete o atual momento de investimento que o país atravessa, impulsionado por projetos de infraestruturas, reabilitação urbana, logística, habitação e também pelo crescimento da mineração ligada às matérias-primas críticas para a transição energética europeia. No entanto, esta dinâmica espelha também os desafios que a engenharia nacional (e mundial) enfrenta perante a necessidade de adaptação das cidades às alterações climáticas. Um exemplo paradigmático é o Plano Geral de Drenagem de Lisboa, tema que destacamos nesta edição da EngeObras. Trata-se de uma das mais relevantes intervenções de engenharia hidráulica urbana realizadas em Portugal, que envolve túneis de grande dimensão, soluções técnicas complexas e um investimento de cerca de 250 milhões de euros. Um projeto que simboliza a necessidade crescente de infraestruturas resilientes, preparadas para responder a fenómenos meteorológicos extremos cada vez mais frequentes. Esta combinação entre investimento público, inovação tecnológica e adaptação climática ajuda também a explicar porque a procura por maquinaria, equipamentos e soluções técnicas continua a crescer em Portugal. A modernização das obras exige hoje máquinas mais eficientes, sustentáveis e digitalizadas — precisamente algumas das principais tendências observadas na Smopyc 2026. A proximidade entre os mercados português e espanhol é hoje mais evidente do que nunca. E também por isso, a presença da EngeObras no stand do Grupo Interempresas reforçou o papel da revista enquanto plataforma de ligação entre empresas, fabricantes e profissionais dos dois lados da fronteira, consolidando um verdadeiro espaço ibérico de comunicação setorial. Smopyc, Portugal e os grandes desafios da engenharia ibérica Blumaq reforça expansão na América Latina com nova subsidiária no Panamá A Blumaq continua a avançar na sua estratégia de crescimento internacional com a abertura da Panamá Latam, S.A., uma nova subsidiária que irá fortalecer a presença da empresa no mercado latinoamericano e aprimorar a sua capacidade logística e comercial na região. A criação desta subsidiária faz parte do plano de expansão da empresa e visa consolidar um centro operacional que otimizará a distribuição de produtos para diversos mercados latino americanos. Com esta iniciativa, a empresa reforça o seu compromisso com o crescimento internacional e o desenvolvimento de uma rede logística mais eficiente, que lhe permitirá oferecer um serviço melhor a clientes e parceiros na região. O Panamá foi escolhido devido ao seu papel consolidado como um dos principais centros logísticos da América Latina. A sua localização geográfica estratégica, juntamente com as infraestruturas de transportes e a capacidade de conectividade internacional, fazem do país um ponto-chave para a distribuição de mercadorias no continente americano.
8 MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.ENGEOBRAS.PT • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER ATUALIDADE Reforço do alinhamento estratégico na gestão da capacidade ferroviária No âmbito da cooperação institucional, a Infraestruturas de Portugal (IP) promoveu uma reunião com o Management Board da RailNetEurope (RNE), com a presença do presidente da IP, Miguel Cruz, e dos membros do Management Board da RNE, Sven Marius Gjeruldsen e Alfred Pitnik. Foram analisados os mais recentes desenvolvimentos do Regulamento Europeu da Gestão da Capacidade, cuja publicação está prevista para setembro, bem como o ponto de situação dos trabalhos em curso no contexto da RNE e do PRIME. A reunião decorreu no âmbito da deslocação a Portugal de representantes da RNE, por ocasião da reunião do grupo de trabalho National Project Implementation Managers (NPIM). Zweegers Equipment Group apresenta Ditch Witch Iberia O Grupo Zweegers Equipment anunciou o lançamento da Ditch Witch Iberia, após um acordo de aquisição de ativos com a Riegos Programados S.L., distribuidora autorizada da Ditch Witch com longa trajetória em Madrid. Esta transação representa um passo significativo na expansão da presença da Zweegers no crescente mercado europeu de infraestruturas subterrâneas. A transferência da empresa está a ser realizada através da DW Equipos Subterráneos S.L., que opera sob o nome comercial Ditch Witch Iberia. A empresa continuará a dar assistência aos seus clientes em Portugal, Espanha e Angola. Esta aquisição estratégica sucede a compra anterior da BCM-Ditch Witch France e fortalece ainda mais a posição do Grupo Zweegers Equipment em importantes mercados europeus, impulsionada pela infraestrutura obsoleta, pela implantação de redes de fibra óptica e pela expansão da rede elétrica. Anders Lindmark nomeado novo presidente da divisão de construção da Husqvarna O Husqvarna Group nomeou Anders Lindmark como novo presidente da sua divisão de construção. Irá integrar a equipa de direção do grupo e assumirá funções a partir de 1 de julho de 2026. "O Husqvarna Group está claramente comprometido com a sua transformação rumo a um crescimento rentável, através de um forte foco na excelência operacional, na gestão estratégica do portefólio e no crescimento em serviços e pós-venda. Anders combina sólidas competências de liderança com uma comprovada capacidade para impulsionar o crescimento e a transformação em operações industriais globais, o que faz dele a pessoa ideal para liderar a Divisão de Construção da Husqvarna no futuro", afirma Glen Instone, CEO do Husqvarna Group. Anders Lindmark liderou recentemente a unidade de negócio Heat & Gas Systems na divisão Marine da Alfa Laval. Conta com mais de 20 anos de experiência internacional em operações industriais ligadas aos setores marítimo e energético, com responsabilidade alargada sobre toda a cadeia de valor, desde o desenvolvimento de produto e tecnologia até à cadeia de abastecimento, produção, vendas, serviço e pós-venda. Lindmark é licenciado em Engenharia Física pela Universidade de Umeå.
9 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.ENGEOBRAS.PT • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER Consumo de cimento com quebra de 9,8% Segundo dados divulgados pela AICCOPN, nos primeiros dois meses de 2026, o consumo de cimento registou uma retração de 9,8%, em termos homólogos, fixando-se nas 561 mil toneladas. Neste período, foram contabilizadas 3.075 licenças para projetos de construção e reabilitação habitacional, o que representa um decréscimo de 15,9% face ao mesmo período do ano anterior. Esta tendência de arrefecimento é igualmente visível no volume de novos fogos licenciados que recuou 13,3%, totalizando 6.230 alojamentos, em contraste com os 7.184 fogos licenciados no período homólogo. O novo crédito à habitação, excluindo o efeito das renegociações, registou um incremento de 7,3% em termos homólogos, mobilizando um montante de 3.455 milhões de euros até ao final de fevereiro. Este dinamismo é favorecido pela manutenção de uma trajetória descendente das taxas de juro que, em fevereiro, se fixou em 3,08% — uma descida de 75 pontos base face ao período homólogo. Liebherr vence dois prémios ESTA nas categorias de ‘segurança’ e ‘formação’ A Liebherr conquistou dois prémios na edição de 2026 dos Prémios ESTA à Excelência, cujos vencedores foram anunciados a 16 de abril, numa cerimónia realizada em Noordwijk. Na categoria de ‘Segurança’, a empresa foi distinguida pela melhoria significativa das condições de segurança durante a montagem do sistema de suspensão de contraventamento em Y da grua móvel LTM 1400-6. A Liebherr recebeu também o prémio na categoria de ‘Formação’ pelo seu inovador concurso ‘Game of Cranes’, que incentiva operadores de gruas móveis de todo o mundo a aperfeiçoarem as suas competências. Os Prémios ESTA à Excelência afirmaram-se como o evento anual mais relevante do setor do transporte de cargas especiais, aluguer de gruas e elevação de cargas pesadas. Todos os anos, mais de 50 candidaturas de toda a Europa competem por distinções em dez categorias, atribuídas pela ESTA. Christoph Kleiner (à esquerda), diretor-geral de Vendas da Liebherr-Werk Ehingen GmbH, recebe o prémio na categoria de ‘Segurança’ em nome da Liebherr. À direita, Alexander Vickers, diretor executivo do Grupo Faymonville. O presidente da ESTA, Fabio Belli, entrega o prémio na categoria de ‘Formação’ a Daniel Pitzer, diretor comercial da Liebherr-Werk Ehingen GmbH.
10 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.ENGEOBRAS.PT • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER Sylvain Blaise será o novo presidente e CEO do Manitou Group, sucedendo a Michel Denis O Manitou Group anunciou um conjunto de alterações na sua governação que irão culminar com a mudança na direção executiva do grupo. Sylvain Blaise assumirá o cargo de presidente e CEO no final de junho de 2026, sucedendo a Michel Denis, no âmbito da implementação do plano estratégico LIFT 2030. O Conselho de Administração da Manitou BF reuniu-se para decidir estas alterações na governação do grupo. Com base no seu legado familiar, espírito empreendedor, inovação e solidez operacional, estas decisões projetam o grupo para a execução do seu plano estratégico LIFT 2030. O Conselho quis ainda prestar homenagem à memória de Jacqueline Himsworth, falecida a 11 de abril, "cujos valores, compromisso e visão contribuíram de forma significativa para o desenvolvimento do grupo", refere a empresa em comunicado. João Pedro Begonha assume direção-geral da APCMC após saída de José de Matos A Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção (APCMC) nomeou João Pedro Begonha como novo diretor-geral, sucedendo a José de Matos, que cessa funções executivas após 41 anos ao serviço da estrutura. A Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção (APCMC) anunciou, a 10 de abril, a nomeação de João Pedro Begonha como diretor- -geral. A escolha insere-se num processo de renovação da estrutura executiva, com o objetivo de assegurar a continuidade do trabalho desenvolvido e responder aos desafios de um setor em constante evolução. João Pedro Begonha sucede a José de Matos, que desempenhou funções de secretário-geral ao longo de mais de quatro décadas. Segundo a direção da APCMC, o novo responsável reúne qualificações e experiência associativa consideradas adequadas para liderar a organização, reforçar a proximidade aos associados e contribuir para o reforço da sua afirmação institucional. Cimpor lidera transição energética com a primeira autobetoneira 100% elétrica em Portugal A Cimpor integrou na sua frota industrial a primeira autobetoneira 100% elétrica a operar em território nacional. O equipamento encontra-se totalmente operacional e a servir a região de Lisboa como parte da frota da Betão Liz – empresa líder de betão em Portugal do Grupo Cimpor – assinalando um passo pioneiro no setor. A iniciativa reforça o compromisso da empresa, e de toda a Cimpor, com a inovação tecnológica ao serviço da descarbonização e da promoção de operações mais sustentáveis e ambientalmente responsáveis. A nova autobetoneira representa um salto significativo em termos tecnológicos. Entre várias vantagens, destaca-se a eliminação completa das emissões diretas de dióxido de carbono, óxidos de nitrogénio e partículas, um aspeto crucial para a melhoria da qualidade do ar, especialmente em contextos urbanos e áreas residenciais. Adicionalmente, a sua operação praticamente silenciosa permite a realização de trabalhos em zonas sensíveis como centros históricos, áreas residenciais ou em horários noturnos, minimizando o impacto sonoro e melhorando significativamente a qualidade de vida da população.
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12 GRANDES INFRAESTRUTURAS Plano Geral de Drenagem de Lisboa: uma resposta estrutural para mitigar um risco sistémico O Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL 2016-2030) surge como resposta a um problema estrutural da cidade: a recorrência de inundações associadas a episódios de precipitação intensa, com impactos significativos no funcionamento urbano. Zonas como a Baixa e Alcântara tornaram-se exemplos evidentes da vulnerabilidade da rede de drenagem. Esta realidade tende a agravar-se, não só pela crescente impermeabilização do território, mas também pela intensificação dos fenómenos meteorológicos extremos, reforçando a necessidade de uma resposta estruturada. Como explica a Câmara Municipal de Lisboa, o plano visava “diagnosticar a situação da rede de drenagem de Lisboa, especialmente aquando da ocorrência de eventos pluviais que provocam inundações de impacto relevante na cidade”, propondo “soluções técnicas para corrigir as anomalias identificadas”. A estratégia definida assentou em quatro vetores de intervenção – controlo na origem, transvase de bacias, reabilitação da rede e melhoria do conhecimento do sistema – com O Plano Geral de Drenagem de Lisboa aproxima a capital portuguesa de um novo paradigma na gestão de águas pluviais. Entre soluções de engenharia de elevada complexidade e os primeiros sinais de eficácia, o projeto afirma-se como uma resposta estrutural a um problema histórico, ainda que o futuro, marcado pelas alterações climáticas, continue a colocar desafios. Foto: Nuno Correia/CML. Marta Clemente
13 GRANDES INFRAESTRUTURAS o objetivo de “munir a cidade de Lisboa de condições adequadas para enfrentar as inundações, acentuadas pelas alterações climáticas”. Com um investimento estimado em cerca de 250 milhões de euros – financiado em aproximadamente 50% pelo Banco Europeu de Investimento (BEI) – e um horizonte de execução de 15 anos, o PGDL constitui uma das mais relevantes intervenções de engenharia hidráulica urbana no país. A empreitada dos túneis foi adjudicada ao consórcio Mota-Engil / SPIE Batignolles Internacional, com o apoio de entidades como o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), o Instituto da Construção da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE). A solução atual resulta de uma evolução face ao plano de 2008, que previa intervenções dimensionadas para um período de retorno de 10 anos e que não foi implementado. A revisão de 2015 introduziu a construção de grandes túneis de drenagem e um dimensionamento orientado para a ‘chuvada do século’. PRIMEIRAS MEDIDAS COM IMPACTO NA REDE Apesar de as infraestruturas mais mediáticas – os túneis de drenagem – ainda não se encontrarem em operação, uma parte significativa das intervenções previstas no PGDL já foi executada, com impacto direto na capacidade de resposta da rede. No âmbito do controlo na origem, destacam-se as bacias de retenção e infiltração instaladas na Ameixoeira, no Alto da Ajuda e na zona da Praça de Espanha. Estas soluções permitem reduzir os caudais de ponta, amortecendo o volume de água que entra na rede durante episódios de precipitação intensa. Paralelamente à construção das grandes infraestruturas subterrâneas, o PGDL integrou um conjunto de intervenções de reabilitação e reforço da rede conceptual de drenagem, dirigidas a pontos críticos identificados no sistema existente. Entre estas, destaca-se o reforço da rede na Avenida Infante D. Henrique e na Avenida de Berlim, que incluiu a construção de um microtúnel com 320 metros de comprimento e 1,50 metros de diâmetro, bem como a reabilitação e reconstrução de caixas de desvio de caudal em quatro zonas a montante do Parque das Nações. O plano contemplou ainda a reabilitação estrutural de parte do coletor da Rua de São José, o reforço e reabilitação da drenagem na Estrada das Laranjeiras – incluindo um túnel com cerca de 150 metros de extensão e aproximadamente 2,5 metros de diâmetro –, bem como a reformulação da caixa de transição da rede de drenagem na Rua D. Duarte. A estas intervenções soma-se ainda a reformulação do coletor localizado junto ao Convento do Beato, numa lógica de modernização progressiva da rede e de correção de vulnerabilidades acumuladas. A este conjunto soma-se a atualização e digitalização do cadastro da rede de drenagem – um passo essencial para melhorar o conhecimento do sistema e suportar decisões operacionais mais eficazes. Em curso está ainda a implementação de um sistema de monitorização e aviso, que permitirá acompanhar em tempo real o comportamento da rede durante eventos pluviais. OS TÚNEIS QUE REDESENHAM A DRENAGEM DA CIDADE O elemento mais estruturante do PGDL reside, contudo, na construção dos dois túneis de drenagem, concebidos para materializar o princípio de transvase de bacias. Com um diâmetro interno de 5,5 metros e uma extensão total de cerca de seis quilómetros, estas infraestruturas subterrâneas vão estabelecer ligações entre as zonas mais elevadas da cidade, Monsanto e Chelas, e os pontos de descarga no rio Tejo, em Santa Apolónia e no Beato. O túnel Monsanto–Santa Apolónia, com aproximadamente cinco quilómetros, constitui a principal artéria Foto: João Barata/CML.
14 GRANDES INFRAESTRUTURAS do sistema, enquanto o túnel Chelas– Beato, com cerca de um quilómetro, complementa o esquema hidráulico. O comissionamento de ambos encontra-se previsto para os invernos de 2027 e 2029, respetivamente. Segundo o enquadramento técnico do plano, estes túneis desenvolvem-se a profundidades médias entre 30 e 40 metros, permitindo atravessar a cidade sem interferir com as infraestruturas existentes. Ao longo do percurso, são integrados pontos de captação adicionais – nomeadamente em zonas como a Avenida da Liberdade, Santa Marta ou Avenida Almirante Reis – que permitem recolher e encaminhar caudais provenientes de diferentes áreas de drenagem da cidade. O sistema permite gerir grandes volumes de água durante picos de precipitação, desviando-os das zonas críticas onde tradicionalmente ocorrem inundações. TUNELADORA ‘H2OLI’, O CORAÇÃO DA ESCAVAÇÃO SUBTERRÂNEA Se os túneis constituem a espinha dorsal do PGDL, a sua execução assenta num elemento central: a tuneladora Creg/Wirth, batizada como ‘h2Oli’, que a Maquinter Portugal forneceu ao Consórcio Mota-Engil/Spie Batignolles. O equipamento foi especificamente mobilizado para a construção dos principais troços subterrâneos do sistema. Com 130 metros de comprimento, 6,4 metros de diâmetro externo, uma cabeça de corte de 70 toneladas, e um ritmo de avanço de 10 metros por dia, a tuneladora permitiu a execução contínua dos túneis, garantindo simultaneamente elevados níveis de segurança e controlo geotécnico - ao longo do traçado, foram instalados cerca de 3300 anéis de revestimento, que asseguram a estabilidade estrutural das galerias. A utilização deste tipo de equipamento, com capacidade para operar 70 metros abaixo do solo durante os trabalhos de perfuração, revelou-se determinante para minimizar interferências à superfície, num contexto urbano particularmente sensível. BENEFÍCIOS ADICIONAIS: QUALIDADE DA ÁGUA E REUTILIZAÇÃO Para além da mitigação de cheias, os túneis integram soluções que contribuem para a melhoria ambiental. As chamadas bacias antipoluição permitem captar as primeiras águas da chuva – geralmente mais contaminadas – armazenando-as temporariamente antes de serem encaminhadas para tratamento em ETAR. De acordo com o documento técnico do plano, este processo contribui para reduzir a carga poluente descarregada no rio Tejo, aumentando simultaneamente os volumes de água tratada. Adicionalmente, o sistema prevê a utilização de água reciclada para fins urbanos, como lavagem de pavimentos, rega ou combate a incêndios. Para tal, será instalada uma rede dedicada que permitirá transportar água tratada em sentido inverso ao da drenagem, armazenando-a em depósitos associados às bacias antipoluição. DESAFIOS DE EXECUÇÃO EM CONTEXTO URBANO A execução do PGDL, em particular dos túneis de drenagem, enfrentou desafios significativos, típicos de uma obra geotécnica em meio urbano. Entre as principais dificuldades identificadas pela Câmara Municipal de Lisboa destacam-se os achados arqueológicos, bem como a introdução de nova legislação relativa ao tratamento de solos, já após o início da empreitada, o que implicou ajustamentos ao longo da execução. A estes fatores somam-se os constrangimentos associados à própria complexidade da obra, nomeadamente Batizada com o nome ‘h2Oli’, a tuneladora que a Maquinter Portugal forneceu ao Consórcio Mota-Engil/Spie Batignolles revelou-se determinante para minimizar interferências à superfície, num contexto urbano particularmente sensível.
15 GRANDES INFRAESTRUTURAS em termos geológicos, geotécnicos e hidrológicos, bem como à sua realização em várias frentes de trabalho – num total de sete – com impactos na circulação e no funcionamento da cidade. No pico de atividade, estiveram envolvidos cerca de 800 trabalhadores, exigindo um elevado nível de coordenação. EFEITOS JÁ VISÍVEIS NO TERRENO Embora os túneis ainda não estejam operacionais, os efeitos do PGDL começam já a ser observados. A escavação do túnel Monsanto–Santa Apolónia foi concluída em agosto de 2025, mas, como já foi referido e foi esclarecido pelo município, “ainda nenhum dos túneis se encontra em funcionamento”. Ainda assim, o comportamento da cidade durante o último inverno revelou-se significativo, com ausência de episódios relevantes de inundação. Segundo o município, “na presente data, os bons resultados de resiliência aos eventos pluviais ocorridos, são devido à conclusão das outras intervenções”, o que sugere que as soluções distribuídas – nomeadamente as bacias de retenção e o reforço da rede – já estão a produzir efeitos concretos. SISTEMA DESENHADO PARA EVENTOS EXTREMOS Os túneis de drenagem foram projetados para responder a chuvas muito intensas, que ocorrem, em média, uma vez a cada 100 anos – a chamada ‘chuvada do século’. Este critério procura preparar a cidade para fenómenos climáticos cada vez mais exigentes. Neste contexto, a Câmara Municipal de Lisboa manifesta confiança na solução adotada, referindo existir “forte convicção” de que, uma vez concluídas todas as intervenções e assegurada a sua manutenção, o sistema permitirá mitigar significativamente os efeitos das inundações. Assim, o reconhecimento da crescente imprevisibilidade dos eventos pluviais, associada às alterações climáticas, reforça a importância de uma gestão contínua do sistema. A implementação de mecanismos de monitorização e aviso, atualmente em desenvolvimento, deverá contribuir para melhorar a capacidade de resposta da rede de drenagem. n A revisão de 2015 do PGDL introduziu a construção de grandes túneis de drenagem e um dimensionamento orientado para a ‘chuvada do século’ Foto: Nuno Correia/CML. Foto: Nuno Correia/CML.
16 GRANDES INFRAESTRUTURAS Perfuradoras rotativas Liebherr executam a fundação da nova ponte que ligará Porto a Vila Nova de Gaia As perfuradoras rotativas Liebherr LB 45 e LB 36 da Cimentalia participam na construção de uma nova ponte sobre o rio Douro, no Porto, uma infraestrutura estratégica destinada a melhorar a ligação com Vila Nova de Gaia, no âmbito do desenvolvimento da Linha Rubi do Metro. As perfuradoras rotativas Liebherr LB 45 e LB 36 da Cimentalia executaram a fundação da ponte Ferreirinhan que ligará o Porto a Vila Nova de Gaia.
17 GRANDES INFRAESTRUTURAS As perfuradoras rotativas Liebherr LB 45 e LB 36 da Cimentalia estão a executar a fundação de dois pilares provisórios para a nova ponte Ferreirinha, integrada na Linha Rubi do Metro do Porto, que atravessará a foz do rio Douro e ligará a cidade a Vila Nova de Gaia. Em concreto, trata-se do troço que ligará as estações da Casa da Música a Santo Ovídio, uma intervenção fundamental para reforçar a mobilidade na zona oeste da cidade. Com um investimento superior a 379 milhões de euros, esta infraestrutura será reservada exclusivamente ao uso pedonal, ferroviário e ciclável, sendo ainda a sétima ponte a ligar o Porto à margem sul do rio. Por outro lado, representa o maior investimento do Plano de Recuperação e Resiliência em Portugal até à data. Para a realização destes trabalhos, a Cimentalia confiou nas perfuradoras rotativas Liebherr LB 45 e LB 36, equipamentos especialmente concebidos para enfrentar projetos de elevada exigência técnica. "São perfeitas para a execução destes trabalhos, essencialmente por quatro fatores: diâmetro de execução do estacamento de 1.850 São equipamentos ideais para a execução destes trabalhos devido ao seu diâmetro de execução, grande comprimento de encamisamento, capacidade de perfuração e encastre. milímetros, grande comprimento de encamisamento com camisa de encaixe rápido de 2.000 milímetros de diâmetro, comprimento de perfuração até 40 metros e encastramento do estacamento num estrato granítico são, com resistência à compressão simples até 1000 kg/cm2", afirma Héctor Pandiella, engenheiro da Cimentalia.
18 GRANDES INFRAESTRUTURAS No mesmo sentido, Antonio Lazar, encarregado de obra da Cimentalia, sublinha que "as perfuradoras Liebherr LB 45 e LB 36 são ideais para este trabalho devido ao tipo de rocha a perfurar, ao binário de rotação e ao diâmetro de perfuração". Estas características tornam as perfuradoras rotativas Liebherr LB 45 e LB 36 da Cimentalia uma solução ideal para operar em ambientes complexos, permitindo perfurações em rocha a grande profundidade e garantindo a estabilidade da infraestrutura. A combinação de potência, precisão e versatilidade é determinante para cumprir os exigentes requisitos técnicos do projeto. Trata-se de um projeto-chave para a Cimentalia, sendo atualmente um dos mais importantes em Portugal, e que irá melhorar significativamente as ligações na cidade do Porto. Além disso, a empresa destaca a fiabilidade dos equipamentos Liebherr como um dos fatores decisivos na sua escolha, bem como a rapidez e eficácia do serviço pós-venda. A capacidade de resposta ágil perante qualquer incidência, tanto no fornecimento de peças como na assistência técnica, contribui para manter o ritmo dos trabalhos e garantir o cumprimento dos prazos estabelecidos. n Com este projeto, a Cimentalia reforça o seu posicionamento em obras de infraestrutura de elevada complexidade, disponibilizando soluções técnicas avançadas e fiáveis numa empreitada que terá um impacto significativo na conectividade e no desenvolvimento urbano do Porto.
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ENTREVISTA 20 LUIS POLICARPO FURTADO, DIRETOR DE VENDAS DA INSTAGRID PARA A PENÍNSULA IBÉRICA “A Instagrid representa uma solução sólida, moderna e sustentável que melhora tanto a produtividade como a qualidade do trabalho em obra” David Muñoz Com apenas oito anos de existência, a Instagrid tornou-se uma referência internacional no fornecimento profissional de soluções energéticas portáteis simples, limpas e eficientes. Entre outros valores, a empresa destaca-se por uma forte vocação inovadora, recentemente reconhecida tanto na Smopyc 2026 como nos Prémios Europeus do Aluguer. Entrevistámos o seu principal responsável comercial para Portugal e Espanha, Luis Policarpo Furtado, para conhecer as chaves do crescimento registado pela empresa e o potencial das suas soluções em áreas tão diversas como a construção, o aluguer, a mineração ou os eventos, entre outras. Embora os visitantes das duas últimas edições da Bauma (2022 e 2025) já tenham podido ver as vossas soluções ao vivo, é certo que muitos profissionais, sobretudo no mercado ibérico, ainda desconhecem o que é a Instagrid. Como a apresentaria? A Instagrid é uma empresa tecnológica alemã fundada em 2018 com um objetivo muito claro: oferecer aos profis-
ENTREVISTA 21 Este impulso traduziu-se num crescimento acelerado da equipa, na expansão para novos mercados europeus e, em 2024, na entrada nos Estados Unidos, onde já contamos com uma equipa dedicada. O interesse global por fontes de energia portátil mais limpas confirmou a necessidade das nossas soluções e impulsionou a Instagrid a tornar-se uma referência do setor em muito pouco tempo. Hoje continuamos a ampliar capacidades, a desenvolver novas tecnologias e a reforçar a nossa presença internacional, sempre com o mesmo propósito: oferecer energia profissional sem limitações, mais eficiente e sem emissões. A eletrificação é uma tendência transversal (afeta todos os domínios da vida), mas, pelo que tenho podido observar, a Instagrid optou por se concentrar inicialmente nos setores da construção, mineração, eventos, cinema e emergência. Porquê? São estas as atividades que oferecem maior potencial para as suas soluções? Efetivamente, a eletrificação é transversal, mas há setores onde a dependência de geradores de combustão é particularmente elevada. Desde o início, na Instagrid propusemo-nos 'democratizar' a energia portátil, substituindo equipamentos ruidosos, poluentes e dispendiosos por soluções elétricas limpas e profissionais. Os setores da construção, mineração, eventos, cinema e emergência foram os primeiros onde identificámos impacto imediato: são atividades que exigem grandes sionais a forma mais simples, limpa e eficiente de aceder a energia portátil em qualquer lugar. As nossas soluções substituem os geradores tradicionais, eliminando ruído, emissões, manutenção e combustível, mantendo (e até melhorando) a potência de que os trabalhos mais exigentes necessitam. O nosso principal produto, Instagrid ONE, lançado em 2021, redefiniu o padrão da energia portátil. Combina elevada potência, excelente capacidade de pico e um formato ultracompacto, o que permite aos utilizadores trabalhar com total liberdade, sem depender de tomadas nem de geradores de combustão. Para os profissionais que ainda não tiveram contacto com a marca, especialmente no mercado ibérico, a Instagrid representa uma solução sólida, moderna e sustentável que melhora tanto a produtividade como a qualidade do trabalho em obra. O nascimento da Instagrid coincidiu com a aceleração do processo de eletrificação e descarbonização da sociedade. Como tem sido a evolução da empresa nestes oito anos? A evolução da Instagrid tem sido excecional. A empresa nasceu com uma pequena equipa de engenheiros com uma visão muito ambiciosa: transformar a forma como os profissionais acedem à energia em ambientes exteriores. Com o avanço da eletrificação e a crescente pressão para reduzir emissões em obras e ambientes urbanos, as nossas soluções encontraram rapidamente uma procura crescente. Fonte de alimentação portátil Instagrid ONE a alimentar um martelo elétrico.
ENTREVISTA 22 quantidades de energia em locais geralmente sem acesso à rede, com ciclos de trabalho intensivos e crescente pressão para reduzir emissões e ruído. Além disso, são setores onde a mobilidade e a rapidez de implementação são essenciais. Por isso decidimos focar-nos neles: porque a substituição de geradores por soluções como o Instagrid ONE oferece benefícios tangíveis desde o primeiro dia, tanto em sustentabilidade como em eficiência operacional e segurança. Que estrutura têm para cobrir o mercado ibérico? Trabalham tanto Portugal como Espanha? Sim, trabalhamos ativamente em Portugal e Espanha. Ambos os mercados estão em crescimento e já contamos com uma equipa local dedicada que dá apoio comercial em todo o território ibérico. O nosso objetivo é continuar a expandir a equipa à medida que a procura aumenta. Dispõem de stock de produtos e peças de substituição aqui ou está tudo centralizado na Alemanha? A gestão do stock, tanto de produtos como de peças de substituição, está centralizada na Alemanha. Esta estratégia permite-nos garantir disponibilidade constante, um controlo de qualidade rigoroso e envios rápidos através de operadores logísticos especializados. Trabalhamos com empresas de transporte que asseguram prazos de entrega muito ágeis e permitem responder de forma eficiente às necessidades do mercado ibérico. Poderia resumir-nos que soluções compõem, atualmente, o vosso catálogo? Sobretudo para os setores da construção e da mineração. O nosso catálogo está concebido para responder às necessidades reais de setores como a construção, mineração, eventos, cinema e emergência, onde a disponibilidade de energia determina o ritmo de trabalho. • O Instagrid ONE, o nosso produto principal, é uma fonte de alimentação portátil de alto desempenho para profissionais, permitindo-lhes trabalhar de forma mais independente, onde quer que seja e quando quer que seja. Com o Instagrid ONE já não é necessário movimentar geradores pesados: é possível pegar na bateria com uma só mão e levá-la para o local onde é necessária, criando ambientes de trabalho mais seguros e limpos. • O Instagrid LINK é um distribuidor de energia inteligente que permite combinar até três dispositivos Instagrid ONE, aumentando a capacidade para 6,3 kWh. Isto traduz-se no triplo da autonomia: os trabalhadores podem utilizar as suas ferramentas durante mais tempo do que com um único dispositivo, sem interrupções nas suas atividades. • O Instagrid LINK MAX é também um conector inteligente que combina a potência sincronizada de três dispositivos Instagrid ONE, proporcionando uma saída de 400 V para aplicações mais exigentes, atingindo um pico máximo de 54 kW. • Por último, oferecemos também os dispositivos Instagrid GO MIL e GO RESQ, fontes de alimentação portáteis de alto desempenho concebidas especificamente para os serviços de defesa e de emergência, respetivamente, pensadas para operar em condições extremas onde a energia portátil fiável é crítica. Que gama de potências conseguem abranger com as soluções Instagrid? Para que tipo de maquinaria podem fornecer eletricidade? O Instagrid ONE tem uma potência nominal de saída de 3,6 kW, potência de pico de 18 kW e uma capacidade de 2,1 kWh, oferecendo uma tensão de saída de 230 V. Estas especificações permitem utilizar qualquer equipamento que necessite de ligação à corrente elétrica standard, como martelos pneumáticos ou serras. A elevada potência de pico permite também utilizar ferramentas que exigem grande potência no arranque, como soldadores. Para aplicações que exigem maior potência ou corrente trifásica, o Instagrid LINK MAX permite combinar três unidades Instagrid ONE para obter 400 V e até 54 kW de potência máxima, abrindo a porta a maquinaria industrial que até agora dependia exclusivamente de geradores de grande dimensão ou de ligação fixa à rede. O Instagrid ONE permite transportar energia com uma só mão, criando ambientes de trabalho mais seguros e limpos.
ENTREVISTA 23 Pelo que pude observar, entre os vossos principais clientes estão empresas de aluguer. As vossas soluções conseguem alimentar desde uma pequena ferramenta elétrica até um dumper/miniescavadora/plataforma/ empilhador de várias toneladas? Garantem autonomia para uma jornada completa de trabalho em obra? A autonomia real depende sempre do tipo de máquina ligada e do número de dispositivos disponíveis, mas é precisamente aí que as nossas soluções fazem a diferença. O Instagrid ONE oferece um fornecimento de energia contínuo e estável capaz de alimentar desde ferramentas elétricas leves até maquinaria profissional exigente. Ao contrário de um gerador tradicional, que consome combustível e emite gases mesmo quando não está em utilização, o Instagrid ONE apenas fornece energia quando é realmente necessário, maximizando a eficiência e prolongando a autonomia em obra. Além disso, para aplicações mais intensivas (como miniescavadoras, dumpers compactos ou plataformas elevatórias elétricas), os utilizadores podem aumentar facilmente a capacidade ligando várias unidades através do Instagrid LINK. Com três unidades Instagrid ONE, o profissional obtém até o triplo da energia, permitindo cobrir jornadas completas em muitos cenários sem depender de geradores de combustão nem de pontos de rede. As nossas soluções permitem às empresas de aluguer oferecer equipamentos mais silenciosos, sem emissões e com uma flexibilidade operacional muito superior, garantindo que os profissionais podem trabalhar de forma mais autónoma e eficiente em qualquer tipo de obra ou evento. Que feedback estão a receber das empresas de aluguer com quem já trabalham? O que valorizam mais no produto/serviço Instagrid? As empresas de aluguer com quem já trabalhamos transmitem-nos um feedback muito positivo, sobretudo num contexto em que a inovação se tornou um fator-chave para manter receitas estáveis e margens atrativas. No setor do aluguer de ferramentas e maquinaria para construção, as nossas soluções não são vistas apenas como mais um produto, mas como uma nova linha de negócio fiável e rentável, capaz de diferenciar a oferta face à concorrência. Neste sentido, a Instagrid tornou-se um parceiro estratégico para os alugadores que procuram crescer através da inovação e ampliar o seu catálogo com soluções alinhadas com a eletrificação e a sustentabilidade. Um dos aspetos mais valorizados é a aplicação Instagrid, que permite às empresas monitorizar em permanência o estado e a localização dos seus equipamentos, otimizando a gestão de frotas e melhorando o controlo da utilização O Instagrid LINK é um distribuidor de energia inteligente que permite combinar até três dispositivos Instagrid ONE, aumentando a capacidade para 6,3 kWh.
ENTREVISTA 24 e disponibilidade. A isto junta-se a elevada qualidade e robustez do produto, associadas à engenharia alemã, que se traduzem numa grande fiabilidade mesmo em condições exigentes. Por fim, a garantia de quatro anos constitui uma segurança adicional muito valorizada, pois reduz riscos e reforça a confiança no investimento. Em que aplicações as soluções Instagrid são uma alternativa viável aos grupos electrogéneos/geradores? As soluções Instagrid são uma alternativa totalmente viável e, em muitos casos, superior aos geradores tradicionais sempre que seja necessária energia portátil fiável, silenciosa e sem emissões. Na construção, a sua utilização está muito difundida em aplicações como trabalhos de demolição, manutenção e reparação de vias ferroviárias, obras de construção civil e urbanas ou operações em espaços sensíveis onde o ruído ou as emissões são limitados. O Instagrid ONE pode alimentar ferramentas como martelos elétricos, rebarbadoras, serras e cortadoras, aspiradores industriais, plataformas elevatórias elétricas, soldadores e ferramentas que exigem elevados picos de potência no arranque. No setor audiovisual, as nossas soluções tornaram-se um padrão em filmagens no exterior e em eventos. São habitualmente utilizadas para iluminação profissional (focos LED e HMI), equipamentos de som, monitores e sistemas de gravação ou carregamento de baterias de câmaras, drones e equipamentos auxiliares. Em todos estes casos, a Instagrid permite trabalhar sem os inconvenientes dos geradores: ruído, fumos, combustível e manutenção, oferecendo uma energia mais estável e segura, particularmente valorizada em ambientes onde a precisão técnica é essencial, como filmagens ou eventos ao vivo. Recentemente soube-se que as vossas baterias Instagrid ONE estão entre as nomeadas para os Prémios Europeus do Aluguer 2026. Em que aspetos reside o seu carácter inovador? O Instagrid ONE destaca-se por oferecer algo que até agora não existia no mercado da energia portátil profissional. Enquanto a maioria das baterias disponíveis está pensada para uso doméstico ou recreativo, esta solução foi concebida de raiz para responder às necessidades reais de setores onde a potência, a segurança e a fiabilidade são essenciais. O seu carácter inovador reside na combinação de uma potência equivalente à de um gerador tradicional com um formato extraordinariamente compacto e leve, que permite transportá-la confortavelmente com uma só mão. A isto junta-se uma facilidade de utilização total, sem configurações complexas nem necessidade de manutenção, permitindo ao profissional simplesmente ligá-la, conectar a ferramenta e começar a trabalhar. Tudo isto com energia totalmente limpa e silenciosa, eliminando emissões, ruído e o uso de combustíveis, e com sistemas de segurança avançados que protegem o utilizador e os equipamentos ligados. No conjunto, o Instagrid ONE redefine o que deve ser uma fonte de energia portátil profissional e abre caminho a uma eletrificação real nas obras. Estão também de parabéns pelo facto de o sistema de ligação LINK MAX ter conquistado recentemente o Bronze de Sustentabilidade nos Prémios Smopyc 2026. O que destacaria nesta inovação? O mais relevante no Instagrid LINK MAX é tornar acessível a corrente trifásica de 400 V de uma forma que antes era impensável. Tradicionalmente, obter este nível de potência exigia geradores grandes, pesados e difíceis de transportar, que em muitos casos requeriam vários operadores ou até veículos específicos para a sua deslocação. O LINK MAX rompe com esta lógica ao permitir gerar esses 400 V utilizando três unidades Instagrid ONE ligadas em série, cada uma com um peso de 20 kg. Isto significa que um único profissional pode transportar, montar e colocar em funcionamento todo o sistema de forma rápida e segura, sem esforço físico, sem emissões e sem necessidade de combustível ou manutenção. Graças a esta combinação de elevada potência, verdadeira portabilidade e sustentabilidade, o Instagrid LINK MAX representa uma inovação significativa para qualquer setor que dependa de energia trifásica portátil, tendo sido precisamente este salto qualitativo reconhecido com o Prémio Bronze na categoria de Sustentabilidade Ambiental dos Prémios Smopyc 2026. Como avalia a vossa participação na Smopyc 2026? Quais foram os principais destaques no vosso stand? A nossa presença na Smopyc 2026 foi uma excelente oportunidade para aproximar as nossas soluções de um público profissional muito diversificado. Recebemos um elevado número de visitantes e mostramos, em primeira mão, como a eletrificação portátil pode transformar a forma de trabalhar em setores como a construção, o aluguer ou a mineração. No nosso stand, os visitantes puderam ver e testar as nossas soluções em funcionamento, esclarecer dúvidas técnicas diretamente com a nossa equipa e descobrir como tecnologias como o Instagrid ONE ou o LINK MAX podem substituir
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