ENTREVISTA 38 Que produtos e/ou serviços apresentados em Saragoça tiveram maior impacto junto dos participantes? Porquê? O maior interesse concentrou-se em soluções orientadas para melhorar o rendimento na obra e reduzir os tempos de paragem, especialmente em equipamentos de demolição e em soluções de corte de alta exigência. No nosso caso, o padrão que observámos nas conversas e na procura gerada durante a feira aponta para um forte impulso da demolição robotizada (família DXR) e dos equipamentos de corte de grande capacidade (por exemplo, FS/WS), porque respondem a necessidades muito concretas: segurança, produtividade e controlo em trabalhos complexos. Também tiveram impacto as novidades e melhorias relacionadas com a tecnologia e as ferramentas, que os participantes valorizam quando se traduzem em resultados mensuráveis: maior consistência, menos retrabalhos e melhor ergonomia/segurança para o operador. E, por último, algo que se repete: o interesse aumenta quando o produto é acompanhado de suporte e assistência, porque o cliente procura garantias de continuidade operacional e resposta rápida. Nesse sentido, o foco na excelência do serviço é parte essencial do que comunicamos e desenvolvemos. Depois do que se viu e ouviu durante o certame, como esperam que o mercado evolua a curto, médio e longo prazo? Curto prazo: esperamos um mercado muito orientado para a eficiência: decisões de compra mais racionais, foco no custo total de operação e no rendimento real na obra. A procura irá orientar-se para equipamentos e soluções que proporcionem produtividade imediata e controlo do risco. Médio prazo: assistiremos a uma clara aceleração em três eixos que foram protagonistas na Smopyc: digitalização, sustentabilidade e segurança. A indústria está a consolidar uma abordagem em que os dados, a conectividade e a automatização ajudam a planear melhor, a otimizar a utilização dos equipamentos e a melhorar a segurança do operador. Longo prazo: o setor evoluirá para modelos de obra mais descarbonizados e com maior peso de novas fontes de energia (eletrificação, soluções híbridas e desenvolvimentos associados), ao mesmo tempo que crescerá a economia circular e as exigências regulamentares/normas. Isto impulsionará um mercado onde vencerão as empresas capazes de oferecer inovação aplicável e soluções integradas, não apenas máquinas. n Stand exterior da Husqvarna Construction na Smopyc 2026, com área de demonstrações.
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