7 EDITORIAL A Smopyc 2026 voltou a confirmar aquilo que o setor já vinha a demonstrar nos últimos anos: a maquinaria para construção, obras públicas e mineração atravessa um momento de forte dinamismo na Península Ibérica. O certame realizado em Saragoça destacou-se não apenas pela elevada participação de expositores e visitantes, mas sobretudo pela qualidade tecnológica das soluções apresentadas e pela capacidade de reunir toda a cadeia de valor num único espaço. Fabricantes, distribuidores, empresas de aluguer, construtoras, operadores mineiros e especialistas do setor encontraram na Smopyc um ponto de encontro estratégico para analisar os grandes temas que estão a transformar a indústria: digitalização, descarbonização, eficiência energética, automação e conectividade dos equipamentos. Neste contexto, Portugal assume hoje um papel particularmente relevante. A forte presença de profissionais portugueses na feira reflete o atual momento de investimento que o país atravessa, impulsionado por projetos de infraestruturas, reabilitação urbana, logística, habitação e também pelo crescimento da mineração ligada às matérias-primas críticas para a transição energética europeia. No entanto, esta dinâmica espelha também os desafios que a engenharia nacional (e mundial) enfrenta perante a necessidade de adaptação das cidades às alterações climáticas. Um exemplo paradigmático é o Plano Geral de Drenagem de Lisboa, tema que destacamos nesta edição da EngeObras. Trata-se de uma das mais relevantes intervenções de engenharia hidráulica urbana realizadas em Portugal, que envolve túneis de grande dimensão, soluções técnicas complexas e um investimento de cerca de 250 milhões de euros. Um projeto que simboliza a necessidade crescente de infraestruturas resilientes, preparadas para responder a fenómenos meteorológicos extremos cada vez mais frequentes. Esta combinação entre investimento público, inovação tecnológica e adaptação climática ajuda também a explicar porque a procura por maquinaria, equipamentos e soluções técnicas continua a crescer em Portugal. A modernização das obras exige hoje máquinas mais eficientes, sustentáveis e digitalizadas — precisamente algumas das principais tendências observadas na Smopyc 2026. A proximidade entre os mercados português e espanhol é hoje mais evidente do que nunca. E também por isso, a presença da EngeObras no stand do Grupo Interempresas reforçou o papel da revista enquanto plataforma de ligação entre empresas, fabricantes e profissionais dos dois lados da fronteira, consolidando um verdadeiro espaço ibérico de comunicação setorial. Smopyc, Portugal e os grandes desafios da engenharia ibérica Blumaq reforça expansão na América Latina com nova subsidiária no Panamá A Blumaq continua a avançar na sua estratégia de crescimento internacional com a abertura da Panamá Latam, S.A., uma nova subsidiária que irá fortalecer a presença da empresa no mercado latinoamericano e aprimorar a sua capacidade logística e comercial na região. A criação desta subsidiária faz parte do plano de expansão da empresa e visa consolidar um centro operacional que otimizará a distribuição de produtos para diversos mercados latino americanos. Com esta iniciativa, a empresa reforça o seu compromisso com o crescimento internacional e o desenvolvimento de uma rede logística mais eficiente, que lhe permitirá oferecer um serviço melhor a clientes e parceiros na região. O Panamá foi escolhido devido ao seu papel consolidado como um dos principais centros logísticos da América Latina. A sua localização geográfica estratégica, juntamente com as infraestruturas de transportes e a capacidade de conectividade internacional, fazem do país um ponto-chave para a distribuição de mercadorias no continente americano.
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