BO16 - EngeObras

12 GRANDES INFRAESTRUTURAS Plano Geral de Drenagem de Lisboa: uma resposta estrutural para mitigar um risco sistémico O Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL 2016-2030) surge como resposta a um problema estrutural da cidade: a recorrência de inundações associadas a episódios de precipitação intensa, com impactos significativos no funcionamento urbano. Zonas como a Baixa e Alcântara tornaram-se exemplos evidentes da vulnerabilidade da rede de drenagem. Esta realidade tende a agravar-se, não só pela crescente impermeabilização do território, mas também pela intensificação dos fenómenos meteorológicos extremos, reforçando a necessidade de uma resposta estruturada. Como explica a Câmara Municipal de Lisboa, o plano visava “diagnosticar a situação da rede de drenagem de Lisboa, especialmente aquando da ocorrência de eventos pluviais que provocam inundações de impacto relevante na cidade”, propondo “soluções técnicas para corrigir as anomalias identificadas”. A estratégia definida assentou em quatro vetores de intervenção – controlo na origem, transvase de bacias, reabilitação da rede e melhoria do conhecimento do sistema – com O Plano Geral de Drenagem de Lisboa aproxima a capital portuguesa de um novo paradigma na gestão de águas pluviais. Entre soluções de engenharia de elevada complexidade e os primeiros sinais de eficácia, o projeto afirma-se como uma resposta estrutural a um problema histórico, ainda que o futuro, marcado pelas alterações climáticas, continue a colocar desafios. Foto: Nuno Correia/CML. Marta Clemente

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