De acordo com o INE, no segundo trimestre, a população empregada na construção atingiu 400,4 mil trabalhadores, o valor mais elevado desde 2011, representando já 7,4% do emprego total nacional. Face ao período homólogo, o número de trabalhadores no setor aumentou 11,2%, o que corresponde a um acréscimo de 40,4 mil, enquanto o emprego total nacional cresceu 2,9%, equivalente a mais 151,5 mil trabalhadores.
No que concerne ao financiamento bancário, os indicadores disponíveis revelam uma evolução positiva dos volumes de crédito, quer no segmento habitacional, quer no apoio à atividade empresarial. Com efeito, no primeiro semestre de 2026, o novo crédito concedido para aquisição de habitação, excluindo renegociações, ascendeu a 12.153 milhões de euros, traduzindo um crescimento homólogo de 11,3%. Paralelamente, o stock de crédito às empresas da construção e das atividades imobiliárias atingiu 17.791 milhões de euros em julho, mais 9,5% face ao período homólogo.
Apesar deste enquadramento favorável, as pressões sobre os custos de construção continuam a condicionar o setor. Em junho de 2026, os custos de construção de habitação nova aumentaram 7,2% em termos homólogos, refletindo subidas de 6,5% nos materiais e de 8,0% na mão de obra.
No segmento residencial, embora o número de licenças emitidas pelas Câmaras Municipais tenha recuado 8,9% no primeiro semestre de 2026, para 12.660, o número de novos fogos licenciados cresceu 4,0% face ao período homólogo. Esta evolução traduz um aumento do número médio de fogos por licença, sinalizando um reforço da oferta habitacional futura e a prevalência de projetos multifamiliares de maior dimensão.
No mercado das obras públicas, a atividade mantém-se em níveis elevados, sustentada pelo significativo volume de obras em carteira, na sequência dos máximos de contratação pública alcançados em 2025 e cuja execução se encontra em curso. Contudo, os indicadores relativos a novos procedimentos revelam um abrandamento: até ao final de julho de 2026, os concursos promovidos totalizaram 4.935 milhões de euros, menos 28% face ao período homólogo, enquanto os contratos celebrados e registados no Portal BASE ascenderam a 2.504 milhões, registando igualmente uma quebra de 28%.
Fonte: AICCOPN

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