No primeiro trimestre de 2026, o consumo de cimento evidenciou uma recuperação face à trajetória de contração até então observada, registando um crescimento homólogo de 2,2%, para 960 mil de toneladas, segundo revela a Síntese Estratística da Habitação promovida pela AICCOPN.
Até março de 2026, foram objeto de licenciamento 4.930 projetos de construção e reabilitação habitacional, refletindo uma contração de 10,2% face ao mesmo período do ano transato. Em consonância com esta evolução, o número de novos fogos licenciados evidenciou um decréscimo de 4,7%, totalizando 10.155 alojamentos licenciados.
O montante de novo crédito à habitação, excluindo o efeito das renegociações, registou um acréscimo homólogo de 10,6%, totalizando 5.717 milhões de euros até ao final de março. Este reforço do financiamento ocorreu num contexto de ligeira subida das taxas de juro, que interromperam a trajetória descendente dos últimos meses e se fixaram em 3,09% em março de 2026.
Relativamente à avaliação bancária, observou-se uma subida homóloga expressiva de 16,5% em março de 2026. Este crescimento foi impulsionado sobretudo pelo segmento dos apartamentos (+21,2%), enquanto nas moradias o aumento foi mais moderado (+12,6%).
Na Região Autónoma dos Açores, nos 12 meses terminados em março de 2026, foram licenciados 712 fogos em construções novas, demonstrando uma quebra de 5% face aos 748 alojamentos licenciados no período homólogo. Do total de fogos licenciados, 19% dizem respeito a tipologias T0 ou T1, 32% a T2, 36% a T3 e 13% a T4 ou superior.

engeobras.pt
Engeobras - Informação para a Indústria de Construção Civil, Obras Públicas e setor mineiro