Encerrada a 20ª edição do Salão Internacional de Máquinas para Obras Públicas, Construção e Mineração (Smopyc), o Grupo Interempresas procurou recolher a opinião de diferentes expositores sobre o certame, a receção às novidades apresentadas na feira e a situação do mercado. É agora a vez da Tele Radio.
O balanço é muito positivo. A Smopyc confirmou que continua a ser um ponto de encontro-chave para o setor, não apenas a nível comercial, mas também como espaço de debate sobre o futuro da maquinaria e da operação em campo.
Retemos sobretudo a qualidade das conversas mantidas. Para além do volume de visitas, existiu um interesse real por soluções que proporcionem segurança, eficiência e facilidade de utilização em ambientes cada vez mais exigentes. Percebe-se um setor em evolução, com maior foco na digitalização prática e na otimização do trabalho do operador.
As soluções que geraram maior interesse foram as nossas mais recentes gerações de sistemas de controlo remoto industrial, especialmente aquelas que combinam robustez, maior autonomia e conectividade.
Em concreto, destacou-se a evolução que a gama Panther irá sofrer para a ‘PAQ-Line’, tanto pela sua compatibilidade com gerações anteriores como pelas melhorias em autonomia e conectividade, aspetos muito valorizados em aplicações intensivas.
Também percebemos um interesse crescente por soluções com feedback ao operador e possibilidades de integração com aplicações móveis (iOS e Android), o que reforça a tendência para sistemas mais conectados e com maior capacidade de interação.
O principal motivo deste impacto é claro: os clientes procuram soluções fiáveis, mas também mais versáteis, que lhes permitam interagir com maior autonomia e trabalhar com mais segurança e eficiência no dia a dia, sem necessidade de ajuda externa.
A curto prazo, esperamos uma continuidade da procura, com um mercado que continua ativo, mas cada vez mais exigente em termos de valor acrescentado e serviço.
A médio prazo, a tendência para a digitalização continuará a consolidar-se, mas de forma pragmática: não se trata apenas de incorporar tecnologia, mas sim de garantir que esta traz melhorias reais em produtividade, segurança e manutenção.
A longo prazo, acreditamos que o setor evoluirá para ambientes mais conectados, onde o controlo remoto não será apenas uma ferramenta de operação, mas um elemento-chave dentro do ecossistema da máquina, integrando dados, automatização e suporte remoto. Neste contexto, a experiência do utilizador e a interação segura com a máquina serão fatores diferenciadores cada vez mais relevantes.

engeobras.pt
Engeobras - Informação para a Indústria de Construção Civil, Obras Públicas e setor mineiro