Estes indicadores revelam uma dinâmica de mercado assimétrica: enquanto o número de transações recuou 4,7% em termos homólogos, o valor total transacionado cresceu 5,9%. Esta divergência é consistente com a trajetória de valorização dos preços, evidenciada pelo índice de preços da habitação, que registou um crescimento expressivo de 18,9%, em termos homólogos.
No que concerne ao licenciamento de novos fogos, o mês de janeiro de 2026 evidenciou uma contração de 16,9%, fixando-se em 3.343 habitações. Esta tendência é igualmente visível na área licenciada para fins habitacionais, que recuou 24,5%, em contraste com a dinâmica positiva do segmento não residencial, que apresentou um aumento de 31,1%.
Relativamente ao índice de custos de construção de habitação nova, manteve-se a trajetória ascendente, com uma subida homóloga de 3,7% em janeiro. Este aumento foi impulsionado sobretudo pela componente da mão de obra, que cresceu 7,2%, enquanto os preços dos materiais registaram uma variação mais contida de 0,8%. Não obstante, importa acompanhar a evolução desta última componente nos próximos meses, tendo em conta a recente subida dos custos da energia, em
particular do gasóleo.
Nos primeiros dois meses de 2026, o consumo de cimento no mercado nacional totalizou 561,5 mil toneladas, correspondendo a uma diminuição homóloga de 9,8%, face às 622,8 mil toneladas observadas no mesmo período do ano anterior.
No mercado das obras públicas, o ano de 2026 arrancou sob pressão. O valor global dos concursos promovidos registou uma quebra de 49%, sinalizando um abrandamento do investimento público.
Esta evolução é também visível ao nível dos contratos celebrados e reportados no Portal Base, que totalizaram 467 milhões de euros, o que se traduziu numa redução homóloga de 35%, ainda que este período seja tradicionalmente marcado por alguma volatilidade.
Fonte: AICCOPN

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