Há apenas um ano, o Grupo Tesya apresentava oficialmente a Alayan, uma nova empresa criada para reunir todos os seus negócios de aluguer de maquinaria e equipamentos em Itália e no mercado ibérico. Doze meses depois, esta aposta estratégica já apresenta resultados tangíveis. A Convenção anual da Alayan, realizada no passado dia 23 de janeiro no The Mall (Milão), sob o lema 'Turning Vision into Action', serviu para demonstrar como esta visão inicial de liderança no setor se transformou em crescimento, consolidação e ambição de futuro.
Com a presença de clientes, colaboradores e fornecedores, e uma significativa delegação espanhola liderada por Pedro Torres, diretor-geral da Alayan para o mercado ibérico, a empresa fez na Convenção 2026 um balanço de um exercício-chave e definiu as principais linhas da sua estratégia.
O CEO da Alayan, Vicent Albasini, iniciou o seu discurso na Convenção agradecendo o compromisso e o trabalho de toda a equipa da empresa, aos quais atribuiu diretamente a concretização dos objetivos definidos. E os números confirmam essa mensagem.
A Alayan encerrou o exercício de 2025 com uma faturação de 221,2 milhões de euros, um valor que confirma a solidez do projeto apenas um ano após o seu lançamento. Deste total, o mercado ibérico contribuiu com 60 milhões de euros, o que representa um crescimento anual próximo de 40% em Portugal e Espanha, uma evolução particularmente relevante num contexto de mercado exigente e competitivo.
Estes resultados permitiram à Alayan posicionar-se já como a segunda empresa de aluguer no mercado conjunto de Itália, Espanha e Portugal, liderando o setor em Itália, ocupando a quinta posição em Espanha e apresentando um crescimento sustentado em Portugal. Para Albasini, este posicionamento não é um ponto de chegada, mas sim uma base sólida sobre a qual continuar a construir. De facto, segundo o último relatório da Associação Europeia do Aluguer (ERA), Itália, Espanha e Portugal são precisamente os mercados europeus onde se espera maior dinamismo nos próximos cinco anos, com taxas anuais de crescimento entre 5% e 8%.
Durante 2025, a Alayan abriu seis novas bases (três em Itália, duas em Espanha e uma em Portugal), realizou a aquisição da GL Noleggi e Servizi e foi reconhecida como a melhor empresa europeia de aluguer pela ERA. Marcos que, nas palavras do CEO, demonstram que a visão estratégica não ficou apenas no plano, mas foi concretizada.
Albasini aproveitou também a sua intervenção para destacar a consolidação das quatro linhas de negócio que estruturam o modelo da Alayan.
A primeira é o aluguer generalista, com soluções integrais em maquinaria e equipamentos sob a marca The Cat Rental Store. Esta área emprega cerca de 400 pessoas e opera em Itália, Espanha e Portugal, oferecendo cobertura completa para múltiplas aplicações e setores.
A segunda é a Alayan Eventos, especializada no planeamento e implementação de eventos através de soluções integrais de energia, controlo de temperatura e iluminação, com forte foco na sustentabilidade. Esta divisão conta com cerca de 40 profissionais e opera nos três mercados onde a empresa está presente.
A terceira linha é a Alayan Power, centrada no desenho, instalação e assistência de aplicações energéticas temporárias e sistemas de ar condicionado para uso industrial, com soluções até 2.000 kVA. Também com cerca de 40 colaboradores, esta divisão responde a uma procura crescente por soluções energéticas flexíveis e fiáveis.
Por último, a Alayan Modular dedica-se ao aluguer de soluções modulares para aplicações residenciais e não residenciais, incluindo mobiliário e acessórios complementares. Por agora, esta atividade desenvolve-se apenas em Itália e conta com 25 colaboradores.
Para o CEO, esta estrutura permite à Alayan responder a necessidades muito diversas com uma lógica de serviço integral, e não apenas como fornecedor de máquinas ou equipamentos.
Para além do balanço, a Convenção serviu para apresentar o plano estratégico trienal até 2028, que reflete claramente a ambição da empresa. A Alayan prevê a abertura de 20 novas delegações, seis das quais já em 2026, a contratação de mais de 300 novos colaboradores e um investimento de 300 milhões de euros em nova maquinaria e equipamentos.
O plano inclui também novas aquisições e a expansão geográfica para o sudeste da Europa, com especial atenção a mercados como Croácia e Eslovénia. O objetivo final é claro: posicionar-se no top 3 de todos os mercados onde opera.
Para atingir esta meta, Albasini sublinhou que a estratégia assenta em três pilares fundamentais que definem a forma como a Alayan encara o negócio do aluguer: gestão de projetos, centralidade no cliente e inovação.
O primeiro destes pilares é a gestão de projetos. O objetivo da Alayan não é apenas alugar uma máquina, como explicou Vicent Albasini, mas ser um fornecedor multiespecialista capaz de oferecer soluções completas. Isto implica um maior envolvimento da equipa da Alayan nos projetos dos clientes e uma compreensão profunda das suas necessidades técnicas e operacionais.
O segundo pilar coloca o cliente no centro absoluto do negócio. A Alayan pretende oferecer uma experiência de serviço satisfatória e diferenciadora, semelhante à procurada no setor hoteleiro, com o objetivo de fidelizar o cliente e melhorar a sua eficiência. Ouvir, compreender e adaptar as soluções é, segundo Albasini, essencial para criar relações de longo prazo.
Durante a Convenção foram apresentados três casos de sucesso que ilustram esta abordagem: soluções de aluguer para instalação de estacas em projetos fotovoltaicos, trabalhos ferroviários no Metro de Madrid com escavadoras equipadas com diploris e o fornecimento de pequena ferramenta elétrica para PME. Exemplos concretos de como uma abordagem centrada no cliente se traduz em valor real.
O terceiro pilar é a inovação, definida como 'o coração do negócio'. Neste âmbito, os participantes puderam conhecer desenvolvimentos como o Max, uma inteligência artificial especializada em aluguer que ajuda os colaboradores da Alayan a oferecer a solução mais adequada ao cliente; o RodRadar, uma tecnologia de radar para escavações, útil para evitar danos em infraestruturas subterrâneas; o DeterTech, um avançado sistema de videovigilância em obra; e equipamentos avançados de gestão de água. Ferramentas que reforçam a eficiência, a segurança e a sustentabilidade das operações.
A Convenção foi complementada com várias intervenções inspiradoras de especialistas de diferentes áreas, cujas reflexões trouxeram uma visão complementar ao modelo de negócio da Alayan.
O reconhecido treinador argentino de voleibol Julio Velasco abordou a forma de transformar grupos de pessoas em equipas vencedoras, destacando aspetos como motivação, gestão do fracasso, autoestima, liderança e capacidade de aprendizagem com os adversários. Uma mensagem facilmente aplicável à gestão de equipas nas empresas.
Por sua vez, John Paul Giancarlo, responsável de projetos de tecnologia e energia do Comité Olímpico Internacional, explicou como está a ser gerido o fornecimento energético dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão 2026, destacando a importância de garantir a continuidade do serviço em eventos de elevada exigência, nos quais a Alayan participa com várias soluções.
Por fim, o especialista em marketing digital Edoardo Dal Negro sublinhou que não basta proporcionar uma experiência ao cliente: esta deve ser plenamente satisfatória e memorável para garantir a sua fidelização, uma abordagem muito presente no setor hoteleiro e alinhada com a estratégia da Alayan.
A jornada terminou com uma mesa redonda que contou com a participação de Lino Tedeschi, presidente executivo do Grupo Tesya, Pierre-Nicola Fovini, administrador delegado do grupo, e o próprio Vicent Albasini. Foram abordados temas como o papel da tecnologia, da inteligência artificial, da formação e das pessoas num novo cenário económico e setorial marcado por mudanças na cadeia de abastecimento e nas regras do mercado.
Albasini encerrou a Convenção regressando ao lema que a marcou ('Turning Vision into Action'), destacando-o como um compromisso com clientes, colaboradores e mercado. “Dizemos o que fazemos e fazemos o que dizemos”, concluiu. Uma frase que resume a mensagem principal de uma Convenção que demonstrou que, no caso da Alayan, a visão estratégica já está a transformar-se em realidade.

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