Efeitos das intempéries nos dois primeiros meses do ano: procura por impermeabilizações dispara 288% em fevereiro
As recentes intempéries continuam a ter impacto nas habitações portuguesas e na capacidade de resposta do setor da construção e reabiloitação urbana. De acordo com dados da Fixando, plataforma líder na contratação de serviços online em Portugal, 40% dos clientes que procuram serviços de impermeabilização reportam dificuldades em encontrar especialistas disponíveis em tempo útil, numa altura em que muitos profissionais apenas têm agenda para novos trabalhos a partir de maio.
A forte pressão sobre o setor resulta de um aumento significativo da procura por este tipo de serviço. Em fevereiro, os pedidos de impermeabilização aumentaram 288% face ao mês anterior, refletindo o impacto das chuvas intensas e o agravamento de problemas de humidade e infiltrações em muitas habitações. Em termos geográficos, Lisboa concentra 32% dos pedidos, seguida de Setúbal (16%) e Porto (10%). No entanto, Leiria surge em quarto lugar, com 6% da procura, ainda refletindo os efeitos das condições meteorológicas extremas que atingiram a região nos últimos meses.
“Passado mais de um mês, continuamos a registar números surpreendentes em relação a todos os serviços associados às intempéries que varreram o nosso país. Estes dados comprovam que se tratou realmente de um evento extremo e que, apesar de um esforço extra dos especialistas, há ainda muitas famílias à espera de reparações nos seus lares”, explica Alice Nunes, Diretora de Novos Negócios da Fixando.
“Ao mesmo tempo, muitas intervenções estão a ser adiadas devido à instabilidade do clima, o que prolonga os trabalhos em curso e aumenta o tempo de espera para novos clientes”, reforça.
Entre os serviços mais solicitados destacam-se a reparação de fendas (37%), inspeções técnicas (24%), instalação de barreiras de humidade (23%) e calafetagem e selagem (23%). As intervenções ocorrem sobretudo no perímetro exterior das habitações (22%), tetos (19%) e varandas (11%).
Os dados da plataforma mostram que a humidade é o principal problema reportado pelos proprietários (66%), seguido de vazamentos (37%), fissuras (34%), inundações (33%) e bolor (20%).
A maioria dos pedidos provém de moradias (52%), enquanto apartamentos representam 28% e outros tipos de propriedade cerca de 20%.
Além da procura crescente, os preços também estão a subir. Atualmente, o preço médio de um serviço de impermeabilização ronda os 1.400€, quando em 2025 se situava nos 900€, representando um aumento médio de cerca de 500€.
O aumento dos danos relacionados com infiltrações está também a colocar maior pressão sobre empresas de gestão de condomínios, que frequentemente ficam responsáveis por coordenar reparações em edifícios e acionar processos de seguro.


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