As recentes intempéries vividas em Portugal estão a intensificar a pressão já sentida no setor dos serviços relacionados com construção, reparações e remodelações. De acordo com um inquérito realizado pela Fixando, plataforma líder em Portugal na contratação de serviços online, a 2.763 especialistas da plataforma, 29% dos profissionais registaram um aumento da procura após a tempestade, num contexto já marcado pela escassez de mão de obra e atrasos na execução dos trabalhos.
A falta de profissionais qualificados é apontada como um dos principais constrangimentos: 86% dos especialistas consideram existir escassez de mão de obra — sendo que mais de metade classifica a situação como grave — o que está diretamente associado a atrasos reportados por 77% dos inquiridos. Em paralelo, 70% antecipam uma subida clara de preços e 73% acreditam que a elevada procura por materiais, aliada à falta de profissionais, continuará a pressionar os valores praticados no mercado.
Também no acesso a materiais de construção se registam dificuldades, com 37% dos especialistas a reportarem problemas sobretudo em aceder a telhas e materiais de impermeabilização. Perante este cenário, 40% estimam que o setor demorará mais de seis meses a recuperar totalmente do impacto das tempestades.
Para Alice Nunes, Diretora de Novos Negócios da Fixando, "estes resultados confirmam a forte pressão que o setor já vinha a sentir e que se agravou com o mau tempo, especialmente ao nível da escassez de mão de obra qualificada. O desequilíbrio entre oferta e procura está a provocar atrasos e a antecipar uma subida de preços, tornando ainda mais evidente a necessidade de atrair novos profissionais e de aumentar a eficiência na ligação entre quem precisa de serviços e quem os presta".
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