A Insersa inicia 2026 com um marco histórico: a conclusão da sua perfuração mais profunda até à data, atingindo os 2.103 metros, sendo esta a perfuração mais profunda com recuperação contínua de testemunhos realizada por uma empresa espanhola. Esta operação enquadra-se na campanha de exploração na Faixa Pirítica de Portugal, na mina de Neves-Corvo, localizada em Castro Verde e propriedade da Boliden Somincor, um jazigo de grande profundidade que explica o recorde de metros de perfuração.
Este marco reflete a excelência operacional e o compromisso de uma equipa Insersa formada por técnicos de sondagem, sondadores, assistentes, equipa de manutenção e logística, que operaram de forma coordenada, resolvendo qualquer imprevisto ou contingência de forma diligente e eficaz, apesar da distância do centro da empresa mineira localizada em Minas de Riotinto, Huelva, o que representou um desafio técnico significativo.
Nas palavras de Rafael Delgado, técnico da equipa de Perfuração, que liderou a equipa nesta conquista: "As pessoas envolvidas nesta campanha trabalharam com motivação e entusiasmo para alcançar este marco", que Delgado está convencido de que continuará a ser superado em profundidade nos próximos anos.
Outra das chaves do sucesso da Insersa foi a aposta nas tecnologias mais avançadas do mercado. Neste caso, foi utilizado o método Wire-line, que permite recuperar o testemunho sem extrair a haste de perfuração da sondagem, apoiado pela máquina CT-20-2 Christensen da Epiroc, fornecedor com uma longa relação de confiança com a empresa.
Entre os desafios técnicos mais significativos desta campanha, Delgado destaca o planeamento prévio ideal, a gestão dos lamas de perfuração e a escolha das ferramentas adequadas.
O balanço do ano foi muito positivo: em 2025, a Insersa ultrapassou os 100.000 metros de perfuração com recuperação de testemunhos, consolidando-se como uma das empresas mais relevantes neste tipo de trabalhos a nível europeu. Grande parte da atividade concentrou-se na Faixa Pirítica, adaptando-se a sondagens cada vez mais longas e complexas.
Este marco não só encerra um ano repleto de desafios superados, como também marca o início de novos desafios e projetos de grande relevância técnica e estratégica, uma vez que a crescente profundidade das sondagens coloca um novo horizonte em que tanto a equipa técnica como a humana terão de se adaptar a estas novas circunstâncias mais exigentes.


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