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Maquinaria de construção mais sustentável, mesmo desempenho. Uma realidade ou apenas idealização?

Sustentabilidade na maquinaria de construção: Uma realidade ao virar da esquina

Ana Ferreira08/11/2023

Numa altura em que se procura reduzir as taxas de carbono, em que é premente garantir o cumprimento de metas definidas pela União Europeia (UE), não se pode abordar este tema sem olhar para a indústria da construção, uma das maiores contribuidoras para as emissões de CO2 no ecossistema industrial nacional.

Redução de emissões e preocupação ambiental na ordem do dia
Redução de emissões e preocupação ambiental na ordem do dia.

Segundo dados do Banco de Portugal referentes a 2022, o setor da construção e obras públicas representa um volume de negócios de cerca de 30 538 milhões de euros e tem diretamente envolvidas mais de 330 mil pessoas. É, portanto, essencial ao desenvolvimento económico do país, e posiciona-se com um importante interveniente no alcance das metas climáticas estabelecidas pela UE.

Metas climáticas da União Europeia e o Pacto Ecológico Europeu

Pode ler-se nos canais online do Parlamento Europeu que: “Para combater as alterações climáticas, o Parlamento Europeu aprovou a Lei Europeia do Clima, que aumenta a meta da EU de redução de emissões líquidas de gases com efeito de estufa para, pelo menos, 55% até 2030 (dos atuais 40%) e torna juridicamente vinculativa a meta de neutralidade climática até 2050. A Lei do Clima faz parte do Pacto Ecológico Europeu, o roteiro da UE rumo à neutralidade climática. Para cumprir esta meta climática, a UE lançou um pacote ambicioso de legislação conhecido como ‘Fit for 55 in 2030’ (ou ‘Objetivo 55’ relativo à meta até 2030), e que prevê a revisão de várias leis interligadas e de novas propostas de leis em matéria de clima e energia”.

Esta procura por uma solução resulta do Acordo de Paris, que foi adotado em 2015, e que previa estipular “três objetivos globais: limitar o aumento médio da temperatura global bem abaixo dos 2°C e prosseguir esforços para limitar o aumento médio da temperatura global a 1,5°C, reconhecendo que tal reduziria de forma significativa os riscos e impactes das alterações climáticas; aumentar a capacidade de adaptação aos impactos adversos das alterações climáticas e promover a resiliência climática e o desenvolvimento de baixo carbono; e tornar os fluxos financeiros consistentes com trajetórias de desenvolvimento resilientes e de baixo carbono”, conforme nota introdutória que consta do documento oficial do ‘Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 (RNC2050) – Estratégia de longo prazo para a neutralidade carbónica da economia portuguesa em 2050’.

É neste enquadramento que os principais fabricantes de máquinas em todo o mundo estão a desenvolver tecnologia e investigação para acelerarem este processo de transição energética exigido pela UE.

Transição energética: um grande desafio para a maquinaria

A transição para motorizações elétricas está a revelar-se um desafio para os construtores de maquinaria, especialmente no que respeita a maquinaria de grande porte, não só pelo peso que os equipamentos já têm e que veem aumentado pelas baterias, mas também pela autonomia de trabalho necessária para as elevadas cargas que carregam e movimentam e, em alguns casos, pela dificuldade de carregamento em locais de trabalho mais remotos.

No entanto, esta transição já está a acontecer na maquinaria compacta e de pequeno porte, na qual o seu aporte de energia/força é também ele inferior, quando comparado com as máquinas mais pesadas.

As exigências ambientais levaram os principais fabricantes de maquinaria compacta a apostar na motorização elétrica

Bobcat: a inovação na motorização elétrica na crista da onda

A Bobcat lançou já diversos modelos de pequena maquinaria com motorização elétrica.

Segundo a marca, “a Bobcat T7X foi a primeira carregadora de rastos compacta totalmente elétrica do mundo”. Trata-se de uma máquina compacta totalmente alimentada a bateria, construída para ser mais produtiva desde o início com acionamento e propulsão elétrica, mais silenciosa com alto torque de saída e mais potente do que qualquer carregadora de rastos movida a diesel que veio antes dela, todas com zero emissões de carbono.

Carregadora de rastos Bobcat T7X
Carregadora de rastos Bobcat T7X.

Case CE lança miniescavadoras sem emissões

A miniescavadora elétrica CX15 EV da Case contribui para a redução das emissões nos estaleiros de obras. É uma miniescavadora elétrica de 1,5 toneladas e muito fácil de transportar. “Encaixa-se em praticamente qualquer porta para trabalho interno ou externo e tem o mesmo desempenho de trabalho de uma máquina a diesel, ao mesmo tempo que oferece os principais benefícios do equipamento elétrico de construção: sem emissões, menos ruído e menos manutenção em toda a sua vida útil graças à eliminação do motor diesel”, menciona a CASE.

Miniescavadora elétrica CX15 EV da Case
Miniescavadora elétrica CX15 EV da Case.

Develon lançou a primeira miniescavadora produzida em série

“A miniescavadora DX20ZE-7 será a primeira miniescavadora elétrica produzida em série pela Develon, anteriormente conhecida como Doosan Construction Equipment. A escavadora de 2 toneladas combina baixo ruído e zero emissões com as características e otimizações de desempenho encontradas na última geração da família de miniescavadoras da série DX-7”, revela a marca.

Miniescavadora DX20ZE-7 Develon
Miniescavadora DX20ZE-7 Develon.

Epiroc: SmartROC T35 E elétrico

A Epiroc expandiu o seu portefólio com o novo SmartROC T35 E, um perfurador elétrico a bateria que revela a preocupação ambiental da marca.

“O SmartROC T35 E, primeiro equipamento de perfuração top-hammer elétrico a bateria da Epiroc, representa um grande passo à frente na mudança para a perfuração com emissão zero em minas e pedreiras a céu aberto em todo o mundo”, salienta a Epiroc.

SmartROC T35 E da Epiroc
SmartROC T35 E da Epiroc.

Ausa

A Ausa lançou, em 2022, a sua gama de equipamento de acionamento 100% elétrico, numa gama em permanente evolução. Exemplo disso é o novo dumper D201AHG. “O dumper de 2.000 kg é o primeiro dumper articulado desta capacidade da Ausa, e situa-se num espaço entre o D150AHG de 1.500 kg e o D301AHG de 3.000 kg. Um dos principais destaques deste novo modelo é o facto de, graças ao design eficaz da tremonha rotativa, poder transportar mais de 1.300 litros de material”, refere a Ausa.

Dumper D201AHG da Ausa

Dumper D201AHG da Ausa. 

Volvo: uma linha de produtos compactos que se convertem em elétricos

Já a Volvo optou numa primeira fase por converter alguns dos equipamentos existentes em motorização elétrica.

“Em 2019, a Volvo CE anunciou a modificação de toda a sua linha compacta para elétrica e a conclusão do desenvolvimento de novas variantes a diesel. Desde então, lançou cinco modelos elétricos compactos: as escavadoras ECR25 elétrica, ECR18 elétrica e EC18 Elétrica e as carregadoras de rodas L20 elétrica e L25 elétrica. A escavadora elétrica EC55 também foi introduzida na China”, divulga a marca.

Miniescavadora de rastos e carregadora de rodas elétrica da Volvo

Miniescavadora de rastos e carregadora de rodas elétrica da Volvo.

A fileira da construção começa assim a dar os primeiros passos na tão necessária transição energética, contribuindo para a aproximação às metas definidas pela UE.

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